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Aura60+
01/12/2021

Maduras e na dúvida


Assumir as rugas ou tratá-las? Cabelo grisalho ou pintado? Fazer dieta ou liberou geral? Vivemos um momento em que essa dualidade abre as portas de uma das maiores oportunidades para a mulher 60+: fazer escolhas. 

Por Karina Hollo


O mundo envelheceu. E o Brasil também. Mas as imagens do cabelo preso ao coque e do idoso apoiado em uma bengala já não fazem o menor sentido. 

É dado do IBGE: a longevidade do brasileiro chegou aos 76,7 anos (embora esse número seja relativo ao período pré-pandemia).  A turma dos 60+ já soma 31,3 milhões. Até 2060, a população com mais de 60 anos mais que dobrará e vai atingir 32,2% do total. A essa altura, um quarto da população vai ter mais de 65 anos — e a expectativa de vida será de 81 anos. Essa virada se deve a uma alimentação mais saudável, aumento da prática de atividade física e avanços na medicina, naturalmente.

Pois bem. De um lado, as ativistas levantam a bandeira de assumir as rugas de rosto aberto. As campanhas publicitárias não cansam de dizer que gray is beautiful e mostram mulheres grisalhas superdescoladas. A ciência avisa que vamos viver cada vez mais e melhor.

De outro, os avanços dermatológicos possibilitam que nossa pele (a essa altura menos lisa e uniforme, com marcas e manchinhas de incríveis verões...) caminhe passo a passo com nossa cabeça, eternamente jovem. Sim, essa mudança social tem impacto em nossa beleza.

Técnicas estéticas e plásticas cresceram – a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) aponta aumento na quantidade de procedimentos realizados em pessoas de 65 anos ou mais. Superado apenas pelos Estados Unidos, o Brasil continua no segundo lugar do ranking de procedimentos não-cirúrgicos (como aplicação de toxina botulínica e preenchedores cutâneos), algumas das técnicas mais procuradas por quem tem 60+.

E você, de que lado está? 
 

Menos colágeno, mais coragem

A gente perde colágeno, mas ganha coragem de ser quem é, sem dever nada a ninguém, de dizer não aos julgamentos, de dizer o que pensa, de abraçar suas causas, de ser mais livre e leve. 

O movimento do momento é transformar tudo que cheire a etarismo. Já ouviu esse termo, não? Ele é o preconceito contra quem já passou dos 50+, baseado em uma série de estereótipos da nossa sociedade e se relaciona com saúde, capacidade e empenho, idade, fragilidade.

Os estereótipos estão sendo quebrados. As mulheres maduras têm um estilo de vida e hábitos de consumo que eram, há algumas décadas, associadas aos jovens. Namoram online e têm vida sexual ativa; trabalham; são ativistas de causas modernas; continuam curtindo rock. As baby boomers imaginam um outro cenário para a maturidade, com muito amor-próprio, aceitação e planos incríveis para os próximos trinta anos – seja continuar sua jornada profissional, mudar de área, fazer outra faculdade, viajar o mundo. 

A geração prateada vive um momento de liberdade, autoconhecimento e resgate da autoestima. Sonha viajar, se interessa por moda e beleza, maquiagem… 

Já parou para pensar como você vai preencher esse novo tempo que vem aí? Aproveita para ficar por dentro de outro termo que está sendo muito usado, "cinquenteens", que sinaliza uma mudança de comportamento recente: por volta dos 50/60 anos, entramos em uma nova adolescência, nos reinventando!


Grisalha, será?

A diva Jane Fonda, as portas de maravilhosas 84 anos, fez história ao subir ao palco da cerimônia de premiação do Oscar de 2020 com um corte pixie prateado. A lenda loira barbara e bela surpreendeu e inspirou uma turma de mulheres a assumir seus cabelos grisalhos. A atriz Andie MacDowell, de 63 anos, deixou claro no tapete vermelho de Cannes 2021, quando surgiu de cabelos cacheados volumosos e prateados, que agora essa é realmente uma possibilidade! A atriz britânica Helen Mirren, 76,  também desfilou um topete branco, Jodie Foster, com 59, exibiu alguns fios grisalhos ao redor do rosto, Sharon Stone, aos 62, também causou no evento e não economizou no glamour…

Tem até aplicativo que simula como a gente ficaria de cabelo grisalho, já testou? Acontece que ele vem com filtro que trabalha pele e make leve no glamour – e a gente sabe que não vai ser todo o dia que vamos encarar a produção completa para os fios brancos ganharem ar de book 60+. Aceitar a mudança liberta – menos química de quinze em quinze dias. Mas, de forma alguma, deixa de dar trabalho. É preciso matizar, hidratar, escovar (caprichar nos acessórios e nos looks cheios de personalidade). No fim do dia, é você, e só você, que pode decidir se quer encarar a transição – ou não.


Parabéns para você

Há algum tempo, era deselegante perguntar a idade de uma mulher. E se algum indiscreto insistisse, era super legítimo dar uma mentidinha, subtraindo 2 ou 10 aninhos. Você conta sua idade? Mais um peso besta que a gente ainda carrega por causa de uma cultura etarista. Por que não ter orgulho de tantas experiências incríveis – que estão na nossa cara? 

Magra ou cheinha, grisalha ou colorida, com rugas feito uma francesa ou com consulta mensal na dermato, vem para a frente do espelho mais próximo e, acredite: você está linda, plena de vivências, realizações, reconhecimento, amores, amigos, no controle da sua vida daqui para a frente e cheia de conhecimento prático para traçar seu destino.

O trunfo da maturidade é justamente poder escolher.

 

 

 

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